“Um e pode ser de caráter tangível ou intangível.

“Um museu é uma instituição
permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu
desenvolvimento, aberto ao público, que adquire, conserva, investiga, comunica
e exibe o tangível e intangível património da humanidade e do seu ambiente,
para razões de educação, estudo e lazer.” (International Council of Museums
ICOM, 2007)

“Museus são instituições para a
coleção, preservação, exibição e explicação de fenómenos culturais e naturais.
Tipicamente focam-se em definir culturalmente ramos do conhecimento como a
arte, a história, a religião, a geografia e a história natural. Estas
instituições coincidem com centros interpretativos étnicos, culturais e
naturais e com ecomuseus; com lugares de entretenimento como museus de cera, a Disneyland
ou a Universal Studios; com jardins zoológicos e jardins hortícolas; e com
paisagens preservadas como sítios arqueológicos, monumentos arquitetónicos e
parques e reservas naturais” (Jafari, 2000, p. 433).

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“O termo “museu”, tanto pode designar
a instituição como o estabelecimento, ou lugar geralmente concebido para
realizar a seleção, o estudo e a apresentação de testemunhos materiais e
imateriais do Homem e do seu meio. A forma e as funções do museu variaram
sensivelmente ao longo dos séculos. O seu conteúdo diversificou-se, tanto
quanto a sua missão, o seu modo de funcionamento ou a sua administração.”
(Desvallées & Mairesse, 2010, p.50)

“Os museus preservam a propriedade
cultural do mundo e interpretam-na para o público. Essa propriedade não é
vulgar. Tem um estatuto especial na legislação internacional e, normalmente, há
leis para a proteger. Faz parte da natureza e do património mundial, e pode ser
de caráter tangível ou intangível. A propriedade cultural também fornece uma
evidência primária num certo número de áreas, como a arqueologia e as ciências
naturais, e além disso representa uma importante contribuição para o
conhecimento. É, também, uma componente significante na definição da identidade
cultural, nacional e internacional.” (Lewis, 2004, p.9)

“Os precedentes dos museus atuais
foram as coleções privadas de objetos dos aristocratas europeus, e durante
anos, o modo de operação dos museus foi moldado às ideias Renascentistas e ao
Iluminismo do século XVIII. No início do século XIX, novos ideais se
desenvolveram, e os museus foram usados para educar e elucidar o público geral
no âmbito de civilizar as pessoas e evoluir a sociedade. Portanto, foi-lhes
atribuído um papel como uma das principais instituições culturais para a
sociedade. Durante o século XX, o número de museus cresceu drasticamente. Ao
mesmo tempo, praticamente todos os aspetos relativos ao modus operandi dos museus foram-se desenvolvendo, como por exemplo
o profissionalismo e as diferentes especializações na área. Hoje em dia, vários
tipos de museus são fundados em todas as partes do mundo, mas há vários
elementos que todos têm em comum, o que faz com que a conceção de museu seja
internacional e universal.” ( Benediktsson, 2004, p.7)

“As mudanças sociais, económicas e
culturais na segunda metade do século XX mudaram substancialmente a missão e a
visão dos museus e a sua relação com a sociedade. Se originalmente todos eles
partilhavam uma dada exclusividade a certos públicos, rapidamente se tornaram
parte da oferta turística e do plano estratégico dos destinos. Os museus são
caracterizados pelo conteúdo das suas coleções (arte, história, ciência), pela
sua localização (edifícios históricos, museus ao ar livre, parques
arqueológicos, museus locais), pelo seu proprietário (público, privado, misto),
ou pela sua tipologia de gerência (governo, comunidade, empreendedor). Tal como
os operadores turísticos, os museus começaram a focar o seu discurso e
apresentação na oferta, mudando o foco do objetivo(conteúdo) para o subjetivo
(o turista).

“Os museus reproduzem, moderam, e
criam, simultaneamente, o discurso do destino na sua identidade, história e
cultura.” (Kirshenblatt-Gimblet 1998, p.132 como referido em Jafari & Xiao,
2016, p.692) “O turista do século XXI sente-se cada vez mais motivado por
experiências e prazer relacionadas com o património” (Prentice, 2001, p.22 como
referido em Jafari & Xiao, 2016, p.692). Esta relação entre museus e
turismo está condicionada por coincidências, dependências e diferenças. Gera
conflitos quando são afetados pela sobrelotação, degradação, homogeneidade e
trivialização dos valores expostos. O desafio é conseguir conciliar a
preparação das visitas de turistas com a proteção dos valores sociais,
culturais e educacionais dos patrimónios. Embora o turismo e os museus tenham
diferenças operacionais lógicas, ambos se confrontam com a necessidade de
perceber o seu papel e o seu envolvimento nas transformações socioculturais.

Atualmente, embora os museus estejam
a experienciar um crescimento sem precedentes devido ao crescimento do turismo
cultural e da mobilidade global, eles também enfrentam uma série de problemas
que permanecerão no futuro. Primeiro, há problemas técnicos, como o
financiamento, o gerenciamento dos fatores de carga, e a inovação para
incrementar a experiência, incluindo a integração das tecnologias de
comunicação emergentes. Outros problemas são o diálogo e a participação efetiva
de stakeholders, a fim de alcançar um
equilíbrio sustentável entre a conservação e novos usos para razões económicas
assim como para razões socioculturais e educacionais. No futuro, os esforços
têm de se focar no crescimento de diálogos com stakeholders e estratégias para
gerir estes espaços, baseando-se nas experiências dos visitantes e em gerar
soluções partilhadas para os atuais conflitos e possíveis usos futuros” (Jafari
& Xiao, 2016, p.692).

“O lazer, a cultura e o turismo devem
ser considerados como fundamentais para ampliar o bem-estar da sociedade,
independentemente das características e especificidades da região ou
território. Nos últimos anos a cultura e turismo assistiram a uma valorização importante
resultando daqui novas dinâmicas no setor, com o desenho de novos produtos e
serviços turísticos. … A verdade é que as funções tradicionais do património
cultural e dos museus estão a ser reinventadas e hoje para o turista é muito
importante “experimentar” o património, mais do que ser um mero agente passivo
durante a sua visita. A preocupação atual é que estes espaços devem
transformar-se de atrações culturais para atrações turísticas. Estes espaços
museológicos podem converter-se, assim, num instrumento para estimular novas
linhas de desenvolvimento e dinâmicas que fomentem a criação de mais-valias nos
territórios. Torna-se necessário que os museus se afirmem enquanto estruturas
identitárias e dinamizadoras no setor” turístico (Gomes, 2013, p.4).